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Problemas com o seu cotovelo? Isso pode ser o “cotovelo de tenista” ou epicondilite, inflamação dos epicôndilos…
Talvez fosse bom você avaliar uma série de “coisitas”, que vou tentar escrever aqui:
a) Você está usando força para tocar?

Procure usar sempre o peso do corpo, e não a força;
b) Você tem feito aquela paradinha básica de 10 minutos a cada 50 minutos de estudo?

A LER (lesão por esforço repetitivo), que agora se chama DORT (distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho) é a nossa famosa tendinite. A parada serve para o corpo descansar desses movimentos repetitivos;
c) Você tem feito alongamentos antes e/ou depois do estudo?

Os alongamentos são importantíssimos para “esquentar” a musculatura e preparar o corpo para os exercícios e/ou estudo, e para evitar que ele fique “duro” e travado com o tempo.
d) Você c tem praticado uma atividade física regular (natação, musculação, alongamento, Pilates ou hidroginástica)?

Você pode estudar durante seis a oito horas por dia, mas se não fizer exercícios físicos, será considerado um sedentário para os médicos.
O sedentarismo é um dos maiores causadores de problemas físicos nos músicos.
Os exercícios físicos regulares ajudam a tonificar o corpo. Com a musculatura fortificada, os tendões ficam mais protegidos.

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e) Balance os ombros, braços e mãos, bem relaxado, como se você parecesse um boneco desengonçado. Esse movimento “começa” pelos ombros, que vão para trás e para frente alternadamente e/ ou fazem movimentos de rotação alternadamente, e “levam” os braços e mãos bem “molóides”. Nesse exercício você também sentirá as costas trabalharem. Repita seis vezes;
f) Em pé, com os braços estendidos ao longo do corpo, pés ligeiramente afastados, pernas esticadas. Inspire e vá soltando o ar bem devagar, enquanto inclina a cabeça para frente, em direção ao chão bem devagar, procurando sentir vértebra por vértebra do pescoço e da coluna, chegando até onde você conseguir, sempre
evitando flexionar as pernas. Fique parado nessa posição e inspire devagar.
Vá expirando bem devagar e subindo a coluna lentamente, vértebra por vértebra, depois alongando o pescoço, vértebra por vértebra, até levantar a cabeça, chegando à posição inicial. Inspire. Conforme você vai inclinando a cabeça e jogando a coluna para frente, os braços acompanham o movimento bem relaxados e “pesados”.
Para fazer esse movimento, é importante manter a barriga encolhida, e conforme o ar vai saindo (você estará expirando, lembrou?), ela vai ficando mais encolhida ainda.
Faça esse exercício três vezes.
OBS: na ida, quem faz o movimento inicial é a cabeça. Na volta, o movimento inicial é feito pela coluna e pela barriga;
g) Em pé, com os braços estendidos ao longo do corpo, abra e feche as mãos lentamente (ao mesmo tempo). Quando abertas, os dedos deverão ficar bem esticados, como se parecessem “morcegos”. Faça essa série seis vezes. Depois, faça movimentos de círculo pequeno para fora com cada dedo das mãos por várias vezes e depois o movimento de círculo pequeno para dentro. Não se esqueça dos polegares.

h) No chão, deitar em cima de um macarrão (aquele rolo usado em hidroginástica) para “abrir” a coluna;

i) Para finalizar dê uma boa espreguiçada (ou mais). E bom estudo ou apresentação!!!

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Alongamentos diários (antes e depois de estudar ou tocar) e a prática regular de exercícios físicos (Pilates, natação, hidroginástica, musculação, etc.), mesmo que 2 x na semana, são importantíssimos para a saúde física e mental do contrabaixista, prevenindo o aparecimento de doenças como: tendinites, bursites, pinçamento de coluna, etc.

A longo prazo, o sedentarismo é um dos maiores inimigos do músico .
Mesmo estudando oito horas por dia, o músico que não faz exercícios físicos, continua sendo classificado como sedentário.

“Quem não tem tempo para se prevenir hoje, terá que arranjar tempo amanhã para se curar”

Série de alongamentos complementares:

a) De pé, com os braços estendidos ao longo do corpo, levante os dois ombros ao mesmo tempo, como se fosse “grudá-los” nas orelhas. Conte até três e volte os ombros à posição inicial, procurando relaxar bem. Repita esse exercício umas três vezes. Inspire ao levantar os ombros e expire ao soltá-los;
b) Ainda em pé, com os braços estendidos ao longo do corpo, procure fazer um movimento de rotação com cada ombro alternadamente, primeiro fazendo um “círculo” para trás e voltando à posição inicial. Inspire enquanto faz o movimento e expire quando voltar à posição inicial. Repita três vezes. Faça o mesmo movimento ao contrário
(círculo para frente), também alternando os ombros (três vezes para cada ombros). Inspire enquanto faz o movimento e expire quando voltar à posição inicial;
c) Em pé, com os braços estendidos ao longo do corpo, levante os cotovelos (ao mesmo tempo) em direção aos ombros (com a “rótula”, ou sei lá o nome disso, voltada para fora). Conte até três e volte os cotovelos à posição inicial, procurando relaxar bem. Inspire ao levantar os cotovelos e expire ao soltá-los. Ao fazer esse exercício, tome cuidado para não levantar os ombros;
d) Em pé, com os braços estendidos ao longo do corpo faça movimentos de vai e vem com os pulsos (para frente e para trás). Repita seis vezes. Agora, gire os pulsos para fora e depois para dentro (seis vezes cada movimento);

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Para os vaidosos mortais, o espelho é considerado há séculos um artigo de toucador.
Para nós, músicos mortais, o espelho deveria ser considerado um valioso e imprescindível artigo de “tocador”.

Espelho é o objeto detestável que vai mostrar o contrabaixista troncho; o contrabaixista tenso; os ombros levantados; o contrabaixista que faz força; o arco torto; o braço duro; os artelhos pontudos, etc.

…Existe alguém tocando mais bonito do que eu?

Com tanta coisa para você ver e consertar, você tem certeza de que quer mesmo que o espelho responda?

O espelho só não mostra aquilo que você não quer ver ou aquilo que você ainda não sabe ver…

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Aqueles spots de palco, quando posicionados diretamente sobre o meu contrabaixo, fazem a afinação dele abaixar, por causa do calor excessivo.

Mudanças climáticas também alteram a afinação do contrabaixo: dias frios fazem a afinação subir e dias quentes fazem a afinação abaixar… Isso também acontece com “fenômenos não-naturais”: ares-condicionado e aquecedores de ambiente.

Quando meu contrabaixo viaja de avião ou de ônibus, costumo afrouxar um pouco as cordas, por causa das “adversidades climáticas”.

Em cidades muito secas, como Brasília, o contrabaixo precisa de um “umidificador”, para evitar que ele fique “trincado”.

Já a maresia direta, deixa o instrumento todo “melado”, às vezes sendo impossível tirar som com arco, porque a corda melada com a crina molhada impede a aderência da resina, e som sem resina não existe.

Cordas novas costumam deixar o som do contrabaixo “metálico” às vezes por quase um mês, e o “clima” entre o instrumento e você pode ficar tenso. Com o tempo, as cordas assentam e tudo volta ao normal.
Se não voltar, livre-se dessas cordas, se possível, vendendo-as ou trocando-as com outro contrabaixista.

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1) A crina é nova e nunca usou resina?
Se for esse o seu caso, passe bastante resina antes de tocar, durante alguns dias (uns 3 dias, talvez).
Depois desses dias, volte a usar a quantidade de resina que você sempre usou, ou passe a usar bem menos resina.
Em arcos de crina nova, a resina leva alguns dias para “pegar” melhor;

2) A crina é velha ou muito usada?
Se for velha, talvez fosse bom trocar a crina.
Se não for, dê uma um banhinho nela com sabão de côco: desparafuse o arco, pegue o talão com a crina frouxa com cuidado, leve para um tanque ou uma pia, molhe-a com moderação, esfregue sabão de côco e vá penteando e fazendo “espuma” com um pentinho de cabelo. Enxágüe bem, tirando todo o resíduo de sabão. Cuidado para não
molhar a vareta. Depois deixe secar ao ar livre. Antes colocá-la no lugar, enrole a crina na vareta e desenrole (não sei para que serve isso). Aí coloque o talão no lugar e aperte o parafuso;

Em arcos muito sujos de resina, esse excesso de resina deixa o som áspero demais e, às vezes, também impede a resina de “aderir” bem ao arco, porque parece que cria uma “película” protetora.
Crinas muito velhas ou arcos muito “ensebados” pedem resina toda hora.
Deixando a crina limpa, talvez você consiga melhores resultados;
3) Como estava o clima quando você passou a resina?
Em locais muito frios ou muito secos, a resina custa a pegar. Ou você passa a resina mais vezes ou põe um pouquinho no sol antes de passá-la no arco, só para que ela fique um pouco mais mole e “grude” melhor no arco;
4) Como você passa a resina no arco?
Os contrabaixistas não usam a resina como os violinistas, que esfregam resina para lá e para cá a cada pedacinho do arco.
Os contrabaixistas colocam a resina na crina (no talão) e a passam de uma vez só até chegar na ponta do arco. Se precisar, eles repetem esse movimento quantas vezes houver necessidade, mas sempre sem voltar a resina da ponta para o talão;

Se o seu caso não for nenhum desses ou se, depois de tomar alguma ou algumas dessas providências, o problema persistir, sugiro duas coisitas:

1) Que você peça para um luthier averiguar se a crina do seu arco é realmente legítima e não-sintética;
2) Que você experimente uma outra resina de algum colega e, se ela funcionar, venda a sua para comprar uma igual a que funcionou. A Pop’s é uma boa resina. No mesmo nível, também temos a Nyman e a Carlsson.

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“Embora a corda possa parecer estar em boas condições, tocá-las por meses excedentes, faz com que percam gradualmente seu brilhantismo e desempenho. Investir em cordas novas significa que seu instrumento produzirá consistentemente seu melhor som.

Quando você necessitar mudar um jogo inteiro de cordas, não remova todas as velhas em uma vez. Você perderá a colocação apropriada do cavalete, e a falta da tensão pode fazer com que a alma caia. Remova somente uma corda de cada vez, mantendo todas as outras até o próximo passo. Aperte a corda o suficiente para não enfraquecê-la. Enfie a corda através do furo na cravelha, e enrole-a uniformemente do centro da cravelha até imediatamente antes da borda da caixa de cravelhas. Se uma corda nova quebrar após a instalação, examine onde a corda quebrou. Seu instrumento pode ter desenvolvido um ponto áspero na cravelha, na pestana, ou nos afinadores. Ou, se o enrolamento da corda for demasiado perto da parede da caixa da cravelha, pode ter sido sujeito a um atrito suficiente para rompê-la.

Lubrificar os sulcos da pestana e no cavalete com um lápis nº 2 reduzirá a possibilidade da ruptura da corda. Se uma cravelha se mantiver deslizando, fazendo com que a corda saia da afinação, remova a cravelha, e o tente pôr um pouquinho de giz velho de escola sobre as partes da cravelha que são brilhantes. Isto criará alguma tração. Se a cravelha mesmo assim ainda deslizar, pode não estar encaixada corretamente, e possivelmente necessitará ser substituída. Se uma cravelha estiver demasiadamente apertada, tente passar um pouco de sabão de barra seco ou um composto especial pra cravelhas, que está comercialmente disponível. Outra vez, se isto for ineficaz, leve o instrumento para ser examinado por um profissional. Tenha em consciência que a umidade tem um impacto significativo nas cravelhas. Ela pode apenas ser uma dor de cabeça sazonal que necessite ser tratada alternadamente dependendo da época do ano.”

https://forum.cifraclub.terra.com.br/forum/13/64977/

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Texto retirado do site Cifraclub (postagem e tradução de Matheus Strad).
Esse texto não é específico para contrabaixo. É para cordas (violino, viola, violoncelo e contrabaixo acústico) em geral, mas é muito útil para nós contrabaixistas.

“Freqüentemente instrumentistas se questionam sobre que tipo da corda devem usar em seu instrumento. A escolha da corda é ditada pelo estilo de tocar do instrumentista e pelas qualidades individuais do instrumento. A melhor maneira de escolher a combinação certa das cordas para um instrumento deve considerar que som que o instrumentista ouve no instrumento, o tipo de cordas atualmente no instrumento, e o som que o instrumentista quer. Por exemplo, mudando uma ou mais cordas pode melhorar ou mudar parte do equilíbrio do instrumento. Entretanto, uma corda que trabalhe bem em um instrumento pode não produzir o mesmo som em outro, porque suas qualidades requerem a interação entre as características individuais do instrumento e a maneira de tocar do instrumentista.

Há basicamente três tipos de cordas: cordas inteiramente metálicas, cordas de núcleo sintético e cordas de núcleo de tripa (cordas de tripa pura são usadas raramente em instrumentos modernos e não são recomendadas). Cordas de tripa pura são geralmente usadas em instrumentos barrocos, para execução de peças do período.”
https://forum.cifraclub.terra.com.br/forum/13/64977/

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O contrabaixo é um instrumento da família dos violinos, mas que herdou alguns traços da família das violas da gamba (fundo chato, ombros caídos). Daí que ele é também o único instrumento de cordas, da família dos violinos, a usar dois modelos de arco: francês e alemão.

O arco francês, também conhecido como Bottesini, é o arco usado com a palma da mão direita voltada para baixo (voltada para os pés), como é feito nos outros instrumentos de cordas da família dos violinos (violino, viola e violoncelo), e passou a ser mais usado no contrabaixo a partir do século XIX, através do grande virtuose italiano do contrabaixo Giovanni Bottesini.

O arco francês tem o talão (extremidade de madeira onde fica apoiada a mão direita, normalmente feita de ébano) menor que o do arco alemão.

O desenho deste modelo de arco é mais “linear”.
Nele, a altura entre a vareta no talão e a crina é “igual” à altura entre a vareta na ponta e a crina, com uma curvatura acentuada no meio dessa vareta.

O parafuso que serve para graduar a tensão da crina, situado do lado do talão, na extremidade inferior, é feito de metal. Não tenho certeza sobre isso, mas acredito que isso sirva para equilibrar o peso do arco, já que o talão é pequeno.

O arco alemão, também conhecido como arco Dragonetti (ou “Butler”), é o mais antigo dos dois modelos.
Ele passou a ser chamado também por arco Dragonetti, por causa do grande virtuose italiano do contrabaixo Domenico Dragonetti, que tocava com o arco alemão.

Esse arco é usado com a palma da mão direita voltada para o “lado” (voltada para a lateral do corpo), como era feito com os instrumentos da família das violas da gamba (que eram tocadas “presas” à perna: gamba).

O arco alemão tem o talão (extremidade de madeira onde fica apoiada a mão direita, normalmente feita de ébano) maior que o do arco francês.

O desenho deste modelo de arco é feito como se de uma extremidade à outra (do talão à ponta) o arco “afinasse”, como se fizesse um bico.
Nele, a altura entre a vareta no talão e a crina é bem maior que a altura entre a vareta na ponta e a crina, com uma curvatura menos acentuada da vareta.

O parafuso que serve para graduar a tensão da crina, situado do lado do talão, na extremidade inferior, é feito de madeira. Não tenho certeza sobre isso, mas acredito que isso sirva para equilibrar o peso do arco, já que o talão é grande.

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o arco de modelo francês quanto o de modelo alemão são bons, senão um deles ou mesmo os dois já teriam sumido com as exigências orquestrais, que motivaram as grandes mudanças estruturais e sonoras no contrabaixo, (afinação, tessitura, cordas, etc.).

Já assisti ao vivo fantásticos e horríveis contrabaixistas nos dois modelos de arco.

No arco alemão a empunhadura é feita com a palma da mão voltada para a lateral do corpo, e aproveita melhor a posição natural do braço. É mais fácil tirar som quando a palma da mão está voltada para o lado, do que quando ela está virada para o chão, pois há uma maior concentração de peso ao movimento.
Essa maior “pressão” no movimento faz com que o som fique mais forte (isso não é regra).

De nada adianta um som forte, mas pouco maleável e bonito.
A pouca maleabilidade do som (que alguns atribuem ao arco alemão) pode ser decorrente de uma baixa conscientização corporal.
O contrabaixista pode não utilizar o peso do corpo de maneira mais adequada, e criar tensionamentos, como os que ocorrem com o ombro.
O braço “duro” demais também pode deixar o som duro.

No arco francês a empunhadura é feita com a palma da mão virada para trás, e aproveita melhor o movimento do braço. É mais fácil fazer movimentos de vai-e-vem com o braço quando a palma da mão está voltada para o chão, do que quando ela está virada de lado, pois há uma menor resistência ao movimento.
Essa maior “desenvoltura” no movimento faz com que o som fique mais maleável (isso não é regra).

De nada adianta um som maleável e bonito, mas com pouco volume.
O pouco volume de som (que alguns atribuem ao arco francês) pode ser decorrente de uma baixa conscientização corporal.
O contrabaixista pode não utilizar o peso do corpo de maneira mais adequada, e criar tensionamentos, como os que ocorrem com o polegar.
O braço “mole” demais também pode deixar o som fraco.

Bem, todos os problemas contrabaixísticos e as suas soluções técnicas, variam de contrabaixista para contrabaixista, certo?

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