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Notícia postada no site https://www.dracena.sp.gov.br
O Projeto Guri de Dracena está com as pré-matrículas abertas para os cursos gratuitos de Canto Coral, Madeiras, Metais, Percussão e Bateria, Violão, Violino/Viola e Violoncelo/Contrabaixo.
Para aulas é necessário ter entre 6 e 18 anos e estar matriculado na rede regular de ensino, sendo pública ou particular. Os interessados em garantir a vaga devem apresentar Xerox da certidão nascimento ou RG, atestado escolar e comprovante de residência.
A coordenadora Luciene informa que não há a necessidade do aluno possuir instrumento musical. Os interessados podem procurar o Projeto Guri em Dracena na Rua Martim Afonso s/n (linha férrea – Estação Cultural) – Telefone: 3822-5242.
O Projeto Guri em Dracena, parceria entre Prefeitura e Governo do Estado de São Paulo, está funcionando em tempo integral, das 8 às 11horas e das 13h30 às 18 horas, de segunda a sexta-feira, também está aceitando agendamento de horário por telefone para que o interessado possa fazer a matrícula.

Notícia postada no site https://www.mongagua.sp.gov.br

As aulas de música acontecem no Espaço Cultural Agenor de Campos, às quartas e sextas-feiras das 8h as 11h e 13h30 as 17h30. Atualmente o Polo Mongaguá atende 145 alunos.
Os interessados em estudar Canto e Coral, violino, viola clássica, violoncelo e contrabaixo acústico, cavaco e percussão podem se inscrever de 30 de janeiro a 10 de fevereiro de 2012, às 2ª, 4ª e 6ª feira das 9h às 12h e das 13h às 16h, no Espaço Cultural Agenor de Campos. Para quem já é aluno do Guri, a rematrícula deve ser feita no próximo dia 16.
“O aluno só pode fazer a aula de um instrumento, mas pode optar por fazer o canto coral como aula complementar”, explicou Marcelo Galvão – Coordenador do Polo Mongaguá do Projeto Guri. Para se inscrever é preciso ter entre 8 e 18 anos, comparecer acompanhado do pai ou responsável e apresentar os seguintes documentos: xerox do RG ou Certidão de Nascimento; do Comprovante de Residência e da Carteira de Vacinação; Declaração Escolar 2012 (original) e uma foto 3×4.
Os alunos já matriculados reiniciam as aulas dia 1 de fevereiro e os novos alunos no dia 15. O Projeto Guri (Polo Mongaguá) é desenvolvido pela Secretaria de Estado da Cultura, do Governo do Estado de São Paulo, em parceria com a diretoria de Cultura da Prefeitura de Mongaguá.
Muitos contrabaixistas estarão em cena nos espaços cariocas por esses dias: Luiz Alves, Augusto Mattoso, Gefferson Horta, Pedro Aune, Rodrigo Ferreira, Paulo Russo e Paulo Andriolo, que estarão bem acompanhados de seus colegas músicos.
Para ver os detalhes dos shows, clique aqui

Notícia postada em https://artesvisuaisguarulhos.blogspot.com

Corram!!

Diversos projetos musicais estão com as inscrições abertas em Guarulhos, através da Secretaria de Cultura e do Departamento do Conservatório Municipal de Guarulhos.
Há projetos para vários instrumentos como: contrabaixo, violino, violoncelo, violão, clarineta, viola caipira, bandas sinfôncias, big bands, trombone, clarineta, corais,percussão, música antiga, oficina de percussão para surdos, orquestra de câmara, prática vocal, choro, solfejo para a melhor idade, saxofone, violino Suzuki…
Separei para vocês os projetos com contrabaixo acústico.
Para saber detalhes dos projetos, clique aqui
CAMERATA DO CONSERVATÓRIO MUNICIPAL
Este projeto tem como objetivo básico possibilitar ao jovem estudante de música a oportunidade de viver o seu aprendizado musical de forma completa, ou seja, além da formação acadêmica exercitar os conhecimentos técnicos adquiridos. Formado por alunos do Conservatório Municipal e pessoas da comunidade.
Instrumentos: violino, viola de arco, violoncelo e contrabaixo acústico.
Requisitos: Possuir instrumento próprio. (para os ensaios, o Conservatório empresta o instrumento – violoncelos e contrabaixo acústico) possuir conhecimento de nível médio em teoria musical e na prática instrumental.
Entrevista para seleção: 15/2/2012 – 19h
Inicio do Projeto: 29/2/2012 (quarta-feira) – 19h às 22h
Professor Coordenador: Celso Franchini
COM A CORDA SOLTA
Formado por alunos do curso de contrabaixo acústico do Conservatório Municipal de Guarulhos, visando a prática de música de câmara escrita especialmente para essa formação.
Requisitos: Ser aluno de Contrabaixo do Conservatório.
Entrevista para seleção: 13/2/2012 – 17h
Início do projeto: 27/02/12 (segunda-feira) – das 17h às 19h
Professora Coordenadora: Miranda de Sousa
DEU JAZZ

Grupo dedicado a execução de música popular brasileira compreendida entre os anos 50 até a atualidade, familiarizando os músicos a este estilo musical (Bossa Nova e MPB) e divulgando a riqueza da produção musical desse período.
Requisitos: Ser aluno do Conservatório Municipal de um dos seguintes instrumentos: Flauta, Sax, violão, baixo acústico, percussão ou canto.
Entrevista para seleção: 16/2/2012 – 20h
Início do projeto: 1º/3/2012 (quinta-feira) – das 20h às 22h
Professor Coordenador: Norberto Queiroz

ORQUESTRA DE CÂMARA

Formada por alunos do Conservatório Municipal de Guarulhos e pessoas da comunidade, que tem por objetivo a prática da música de concerto escrita originalmente ou em arranjos para essa formação.
Instrumentos: Flauta transversal, oboé, fagote, trompa, trombone, trompete, violino, viola de arco, violoncelo, contrabaixo acústico e percussão.
Requisitos: Possuir instrumento próprio. (para os ensaios, o Conservatório empresta o instrumento – violoncelos, contrabaixo acústico e instrumentos de percussão), possuir conhecimento de nível médio em teoria musical e na prática instrumental.
Entrevista para seleção: 15/2/2012 – 16h
Início do projeto: 29/2/2012 (quarta-feira) – das 16h às 18h
Professores Coordenadores: Fabio Pellegatti e Miranda Souza, Renato Kutner

INSCRIÇÕES:
Período: de 30/1 a 04/2/2012
Local: Departamento do Conservatório Municipal de Guarulhos
Av. Tiradentes, 2521 – 1º andar – Vila São Jorge
Horário: 2ª a 6ª feira – das 8h30 às 20h30
Sábado – 8h30 às 16h30
Informações:
2087-7444/7445
O Concurso para Jovens Solistas da OSMG 2012 selecionará jovens talentos para apresentação com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais – OSMG, da Fundação Clóvis Salgado, em concerto no Grande Teatro do Palácio das Artes, a ser realizado no dia 26 de março de 2012, sob a regência do Maestro Roberto Tibiriçá.
O concurso é destinado a instrumentistas dos seguintes naipes: Cordas (violino, viola, violoncelo, contrabaixo), Madeiras (flauta, oboé, clarineta, fagote), Metais (trompa, trompete, trombone e tuba) e Piano.
Serão selecionados no mínimo 04 (quatro) instrumentistas que se apresentarão junto à Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, em concerto a ser realizado no dia 26 de março de 2012, no Grande Teatro do Palácio das Artes.
Programa para contrabaixo:
Contrabaixo 1º movimento das Suítes para violoncelo solo, de J. S. Bach
Inscrições: de 08/01/2012 até 31/01/2012.
Horário de inscrição: de 10:00 às 12:00 e de 14:00 às 16:00 horas (de segunda a sexta feira).
Para ler o Edital, clique aqui
Aproveitei  as férias para ter aulas com o maravilhoso contrabaixista holandês Hans Roelofsen, e com a excelente professora de canto popular Suely Mesquita (RJ), na 34º edição do Curso Internacional de Verão de Brasília (DF).
Hans Roelofsen
O curso tem sido uma ótima oportunidade de rever o Hans e a Suely, com quem já tive aulas, de rever os colegas contrabaixistas aqui de Brasília (Alex Queiroz, Antoine Spagno, Daniel Abreu, Ricardo Telles, Sá Reston, Zoraima Alenfel), de conhecer novos contrabaixistas (Cibele, Jorge, Pedro) e de conhecer novos colegas contrabaixistas também fãs aqui do nosso blog (Daniel, Edson, Isaac, Lívia).
Hans Roelofsen em ação
 
Com os colegas contrabaixistas de longa data Hans Roelofsen e Daniel Abreu
Com Ricardo Telles, colega contrabaixista de longa data e também fã do blog
Com os contrabaixistas Sá Reston (colega do Fórum Contrabaixo BR), Hans Roelofsen, Daniel Abreu e Alex Queiroz (colegas jurássicos)
Com os contrabaixistas dinossáuricos Alex Queiroz, Hans Roelofsen, Daniel Abreu, Ricardo Telles e o moço da cantina
Com o nosso colega contrabaixista Edson, de Sáo Luiz (MA), também fà do nosso blog
As aulas do Hans têm sido muito interessantes. 
Este ano, ele está vendo com os alunos o movimento do braço direito e trabalhando o dedilhado 1-2-3-4, que é uma das suas marcas registradas, com muito uso de pivô (quando a mão esquerda “estica” para tocar as notas, sem que os dedos que não estão sendo usados fiquem presos na corda).
Uma das coisas bem importantes que ele disse sobre o uso deste dedilhado é que a afinação não está nos dedos, mas sim na cabeça do contrabaixista.
O Hans se refere ao fato de algumas pessoas não usarem este dedilhado por achar que é mais difícil de afinar as notas com ele.
Ele faz uso do dedilhado 1-2-3-4 sempre, como o fazem os violinistas, violistas e violoncelistas. Ele disse que, a partir do ré da primeira corda (sol), as posições no contrabaixo têm a mesma distância das posições no violoncelo.
Comecei a me entrosar com essa técnica de dedilhado por esses dias já que, das outras vezes em que estive com o Hans, preferi priorizar a interpretação das peças a modificar a minha técnica do dedilhado (1-2-4) e a minha técnica do arco (italiana). Ele usa um arco pesadíssimo, com 240 gramas, sendo que um arco tradicional de contrabaixo pesa aproximadamente 130 gramas.
Minhas primeiras impressões sobre esta técnica de dedilhado (1-2-3-4) são que ela é viável para mãos pequenas, mas com adaptações. 
Minha mão é pequena, mas os dedos não são curtos. Daí, decidi algumas coisitas e as dividi com o Hans, que é um professor de contrabaixo bastante aberto a opinões contrabaixísticas diferentes das suas:
a) Farei uso desta técnica no meio do braço do instrumento, quando achar necessário;
b) Não usarei essa técnica nas primeiras posições, por serem muito grandes e necessitarem de uma movimentação da mão mais “abrangente”;
c) Não usarei o dedo 4 (mindinho) por toda a região aguda do instrumento (capotasto).
O uso do dedo 4 nesta região, para mim, fica desgastante. Eu até consigo usar, mas a modificação técnica vai me dar um trabalho que não compensará o resultado, já que as posições a partir do capotasto são bastante flexíveis, e posso me virar com os outros quatro dedos utilizados (polegar-1-2-3).
Como já havia visto algumas vezes com o Hans e com outros contrabaixistas (Sandrino Santoro, Antonio Arzolla, Thierry Barbé, Saulo Bezerra, Tarcísio Silva…), o emprego de pivôs é bastante útil em passagens rápidas, principalmente as orquestrais, porque é possível acrescentar mais uma nota a cada posição, porém sem se prender à posição em si, deixando a mão fica mais “solta” e ágil. 
Ou seja: dá para tocar mais notas com menos mudanças de posição.
Com a técnica 1-2-3-4, a mão esquerda deixa de fazer as mudanças de posição de forma “linear” – para trás e para frente-, e passa a trabalhar em semicírculos, como se cada dedo fosse dar um salto e fazer uma pirueta no ar até que o outro dedo chegue na nota da outra posição.
Penso que essa técnica é viável para mim atualmente, porque já conheço o “mapa” do instrumento. 
Para quem não conhece, acredito que o caminho seja mais longo, porque se antes a posição tinha três notas, a mão agora terá que “sobrevoar” mais duas ou três notas na hora de fazer a mudança de posição e, mesmo assim, é preciso saber a rota das notas para acionar o trem de pouso, senão é um festival de nota fora.
Quanto à técnica do arco, não tenho planos de acrescentá-la à minha, porque prefiro o resultado sonoro do arco com peso normal. Já fiz o teste do olho fechado várias vezes, e em todas elas preferi o arco comum. Sempre sinto o som do contrabaixo “achatado”‘ (com menos ressonância) com o arco pesado. Por isso, optei conscientemente por não mexer no arco. 
Essa é a minha opinião e a de outros colegas contrabaixistas, mas outros colegas contrabaixistas estão fazendo uso do arco pesado, especialmente na orquestra. Segundo eles, é possível tirar mais som fazendo menos esforço. 
Para compensar o excesso de peso natural do arco pesado, eles usam uma resina não-contrabaixística, dessas que fazem bastante farofa (pozinho) e “grudam” menos nas cordas.
Para resultados ainda melhores, é preciso usar o arco de forma bem relaxada, não só porque o peso pode ocasionar tensionamentos, mas também porque o braço mais flexível dá mais velocidade ao movimento, “travando” menos o som.
Como vocês podem ver, a resolução de mudar e/ou de modificar e/ou de acrescentar algo novo à técnica do contrabaixo pode depender só do contrabaixista, independentemente da técnica original dele. 
O importante na hora de decidir é analisar o custo-benefício da técnica nova, se ela vai ser usada sempre ou eventualmente, e procurar um porquê consciente para modificação.
O importante é pensar que o artista é um ser em constante movimento, em constante aprendizado, em constante busca da perfeição, mesmo que nunca a encontre.
E tão importante quanto isso, é saber que somos contrabaixistas livres para decidir e que, quaisquer que sejam as nossas decisões, elas poderão também trazer opiniões alheias tão livres quanto as nossas decisões e muito diferentes das nossas opiniões.
Somos contrabaixistas livres para concordar ou não com elas e mudarmos de novo ou seguirmos em frente do mesmo jeito.
Somos contrabaixistas livres para concordarmos com as nossas decisões e opiniões enquanto elas forem eternas para nós e/ou mudarmos o que sentirmos ser necessário e/ou seguirmos em frente do nosso mesmo jeito contrabaixístico de ver e sentir as coisas…
O recital do Hans aqui no Civebra será no dia 16 de janeiro de 2012, segunda-feira, às 19h30min, na Sala Martins Pena (Teatro Nacional).
Outras coisitas: aproveitarei a minha estadia por aqui para tirar as teias de aranha do nosso Fala Baixo, fazendo as nossas entrevistas contrabaixísticas com o Hans Relofsen, com o Alex Queiroz (primeiro contrabaixista da Orquestra do Teatro Nacional de Brasília) e com o Daniel Abreu (professor de contrabaixo da Escola de Música de Brasília).
Talvez ainda consigamos entrevistas com o contrabaixista Ricardo Vasconcellos (professor da Escola de Música de Brasília), com o contrabaixista Ricardo Telles (professor da Escola de Música de Brasília) e com o contrabaixista Antoine Spagno (da Orquestra do Teatro Nacional de Brasília).

E quando voltar para casa, faremos as mais que combinadas entrevistas com a contrabaixista Ana Valéria Poles e com o contrabaixista Adriano Giffoni

E vamos que vamos: avante ao contrabaixo e aos contrabaixistas!

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Notícia postada no site https://portal.palmas.to.gov.br

A Prefeitura Municipal de Palmas, através da Secretaria Municipal da Educação, faz saber que se encontram abertas as inscrições para o Processo Seletivo para contratação de Prestadores de Serviço para atuarem na Educação Integral, por tempo determinado.
Há vagas para professores de diversos instrumentos. Para contrabaixo acústico há 01 vaga e 02 vagas de reserva.
As inscrições poderão ser feitas no período de 08 a 18 de novembro 2011, no horário das 13 às 18 horas no seguinte local:
Secretaria Municipal da Educação, na Diretoria do Ensino Fundamental/Educação Integral
Endereço: Av. Teotônio Segurado ACSU – SE 10, conj. 01, Lt. 05 Centro, CEP: 77020-002
Palmas – TO
Para ler o Edital do concurso, clique aqui

Nos instrumentos de cordas, posição é um pequeno grupo de notas musicais que fazemos com os dedos, sem precisar movimentar a mão para cima ou para baixo.
No contrabaixo, cada grupo de notas de uma mesma posição pode ter de três a quatro notas por corda.
Isso dependerá da técnica de dedilhado usada, se de três dedos (1-2-4 ou 1-3-4) ou de quatro dedos (1-2-3-4), e também da região do instrumento usada, porque na região aguda as posições são sempre com quatro notas (0-1-2-3).
As notas de uma mesma posição podem ser feitas sob uma mesma corda ou nas cordas paralelas, sendo que, para isso, é necessário que a mão esquerda se movimente para os lados.
Quando movimentamos a mão esquerda para cima ou para baixo, chamamos este movimento de mudança de posição.
A mudança de posição acontece sempre que precisamos tocar notas que não existem na posição em que estamos, ou tocar notas que existem na posição em que estamos, mas com outros dedos.
Uma mudança de posição feita de forma adequada evita que ouçamos sons do além entre as notas, e faz com que evitemos fazer da mão esquerda um trem-fantasma desgovernado, com acelerações e freadas bruscas.
Por mais que você dirija perigosamente a sua mão esquerda e sacoleje o seu trenzinho, os sons do além não vão embora, porque notas indefinidas adoram mão desorganizada.
Para entender como o trem anda, é preciso antes conhecê-lo parado. Só aí é que podemos tirá-lo do seu estado de inércia.
O mesmo ocorre com a mão esquerda: é preciso conhecer bem a sua mão parada para colocá-la em movimento de forma consciente.
Além dos dedos equidistantes – dentro dos padrões usados na técnica de dedilhado escolhida (1-2-4 ou 1-3-4 ou 1-2-3-4) -, é necessário distribuir o peso do corpo e da mão de forma igual sobre os dedos.
Ao distribuir o peso do corpo sobre a mão, isso faz com que esse peso vá para cada dedo, que o receberá de forma igual, mesmo que o seu dedo médio seja alto, forte e bonitão, e que o seu dedo mínimo seja tão raquítico, que você insista sempre em tratá-lo como um dedo diferente dos outros.
Excesso de mimo dá nisso: o dedo se comporta como o coitadinho, e está sempre se levantando quando não é chamado…
Quando se escorrega a mão, o braço vai junto. A mudança de posição não é feita somente com o dedo que sai de uma nota ou com o dedo que chega a outra nota.
Com o peso do corpo em cima de cada dedo, os bonitinhos não terão como fazer balé na hora do seu estudo. Peso pesa e dedo pesado não levanta à toa, gente!
Se a mudança será feita com o dedo 1, os outros dedos escorregam um pouco acima da corda, procurando mantê-los alinhados entre si, ou seja, enquanto o dedo 1 está escorregando sobre a corda, o dedo 2 não está sendo dublê de antena, nem o dedo 3 está tentando respirar e nem o dedo 4 fica pedindo socorro.
Sabe aquele ditado que diz que “enquanto um burro fala, o outro puxa a orelha”?
Pois é, enquanto um dedo toca, os outros ficam por perto, tentando ouvir.
Eles não mudam de lugar, só levantam um pouco, e esperam a vez de serem convocados de novo. Eles estão sempre pesados. Quando um dedo fica levantado ou sai do lugar de onde deveria estar, é porque está sem o peso do corpo para mantê-lo ligeiramente curvado e sem tensionamento.
Daí, a importância de fazer uma mudança de posição com a mão relaxada.
Mudança de posição com a mão dura deixa os dedos “assustados”, e dedos assustados são imprevisíveis: tanto podem atrasar a emissão da próxima nota, como podem nem mesmo conseguir chegar nela.
Mudança de posição feita com aceleração brusca de saída e freada brusca de chegada, resulta em uma mudança sem preparação, feita muito em cima da hora.
E essa variante de velocidade costuma ser audível, especialmente se vier acompanhada de acelerações com o arco. Isso faz com que cada mudança de nota venha com um “crescendo” no fim da nota que vai mudar e outro no fim da nota que mudou. Um horror!
A mão esquerda anda sempre à frente do arco. Por isso, as mudanças de posição devem ser feitas de forma equilibrada, antecipada e tranquila: quando o arco muda de direção, a mudança de posição já aconteceu fração de segundo antes. Ela não acontece ao mesmo tempo, para que os sons do além não sejam mais audíveis.
O contrabaixo é um instrumento grande, grave e, para muitos, grotesco. Notas claras e precisas favorecem a compreensão e a expressão musical, e ajudam a diminuir o preconceito com o instrumento que, por si só, já assusta muita gente.
Não precisamos fazer dele um ator de filme de terror musical, com sons esquisitos, mãos estranhas, etc.
Lembre-se de que no futuro, só quem se divertirá com esse seu trem-fantasma são os outros, contrabaixistas ou não.

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Na calada do dia ou da noite, você se tranca com o contrabaixo no quarto para estudar e coisas estranhas começam a acontecer: aquela mão esquerda que você achava linda e dócil some, para dar lugar a um monstro duro e ossudo a cada vez que você encosta no contrabaixo…
Por mais que você estude e leia métodos, nada de achar o antídoto!…
Para evitar que a sua linda mão esquerda de repente vire monstro no contrabaixo, é importantíssimo aprender a diferenciar o uso da força, do uso de peso do corpo.
Gostaria antes de esclarecer que a força tratada neste texto é aquela em que você acrescenta esforço físico para pressionar as cordas do contrabaixo, e causa tensionamentos e/ou dor, tanto durante a ação, quanto após a mesma.
Essa força necessita do peso do corpo para exercer sua ação sobre as cordas, para pressionar as cordas. O peso do corpo não necessita de força para exercer sua ação sobre as cordas (pressionar as cordas), e é esse peso que utilizamos para tocar o contrabaixo.
Faça um pequeno teste para sentir a diferença entre peso e força: chegue agora a sua mão esquerda para a beirada da sua mesa do computador e deixe-a com a palma da mão voltada para a mesa, como se ela fosse uma tartaruga a observar a vida. Não precisa chapá-la na mesa. Deixe o cotovelo bem solto, próximo a seu corpo.
Agora, aproxime a sua mão direita da sua tartaruga feita de mão esquerda e faça-a pular em cima da sua mão direita, ou seja, jogue-a em cima dela, mantendo-a tão descansada a observar a vida como estava antes.
O nome disso que deixa a sua mão tranquila tanto em cima da mesa, quanto em cima da outra mão, se chama peso do corpo, e não força bruta.
Se você quiser, aproveite para levantar cada dedo da mão esquerda com a mão direita. Você pode aproveitar também para afastar um pouco os dedos para os lados, pois você precisará disso mais tarde.
Com isso, pode até parecer que os dedos estão leves demais, mas esse peso é mais do que suficiente para pressionar uma corda, ainda mais depois que você passar a utilizar todo o peso do braço de forma mais completa, junto com o peso do corpo para fazer isso.
O peso do seu corpo só necessita da ajuda de uma força para pressionar as cordas: a da gravidade.
Agora, a sua mão vai “acordar” e passará de tartaruga a monstro: faça força com ela em direção à mesa. Para piorar o quadro, e ficar mais parecido com o uso da força no contrabaixo, passe o polegar para baixo da mesa e “segure” a mesa com força. Relaxe e lembre-se da tartaruga novamente. Intercale mais uma vez as duas fases da mão, antes de passar para o contrabaixo.
Tente fazer com que a sua mão no contrabaixo consiga observar a vida em cima da primeira corda (sol), porque ela é a mais fina e combina melhor com uma tartaruga.
Não tem problema se os dedos ficarem grudados uns nos outros como arroz empapado. O que importa agora é entender a diferença entre a pressão exercida pelo uso do peso do corpo e a pressão exercida com o uso da força. Depois, você procura a perfeição. Até a rima vem antes disso.
Depois de relaxar bem a mão esquerda, faça-a virar monstro e pressione-a em direção à corda, se possível com uma força média, para não se machucar. Aí, passe o polegar para baixo do braço e agarre o braço. Relaxe e lembre-se do paraíso das tartarugas, praia, sol, mar, férias e coloque a mão de novo no contrabaixo. Intercale as duas fases uma ou mais vezes, até você entender bem a diferença entre postura com o uso do peso e a postura com o uso da força.
Depois que você tiver fixado bem essa diferença, é hora de manter a mão esquerda na corda gradativamente, procurando sempre aumentar o tempo da mão relaxada e diminuir o tempo de mão tensa.
Comece fazendo isso por dois segundos. Relaxe e recomece por mais dois segundos. Faça uma série com quatro repetições de dois segundos. Relaxe por 2 minutos e recomece a série com quatro repetições de três segundos. Só volte a repetir estas séries no seu próximo turno de estudo (manhã- tarde- noite).
Faça estes exercícios por uns três dias e daí, passe a fazer uma série com quatro repetições de três segundos e depois para a série com quatro repetições de quatro segundos.
Quando a mão estiver “nos trinques”, é hora de afastar os dedos e adaptar a forma da mão a uma das técnicas de dedilhado (1-2-4 ou 1-3-4 ou 1-2-3-4), lembrando que o peso do corpo sobre o contrabaixo continua o mesmo, o relaxamento da mão continua o mesmo, e que a única coisa que muda é o afastamento dos dedos, que você já fez lá trás – na época que a sua mão ainda era uma tartaruga-, e viu que não precisava tensionar nada ao mexer nas “patinhas” da sua tartaruga. Continue sempre assim.
E aí descobrimos que o antídoto para a sua história do contrabaixista e o monstro é a conscientização sobre o uso do peso e da força, e muita ginástica anti-monstro para a mão esquerda ficar forte… e relaxada!

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Um dia, o contrabaixista Lebre encontrou o contrabaixista Tartaruga num ensaio, e aproveitou para implicar o quanto pode com o seu passo lento e seu jeito disciplinado de encarar a vida contrabaixística.
– Mesmo sendo tu quase tão veloz quanto um violinista estabanado, ainda vou ganhar-te num concurso! – respondeu o contrabaixista Tartaruga pacientemente.
O contrabaixista Lebre, pensando que tal era impossível, aceitou o desafio.
Como havia um concurso para uma orquestra em andamento, combinaram então que ambos se inscreveriam nele.
No dia combinado do concurso, os dois se encontraram com o pianista acompanhador e partiram para a performance.
O contrabaixista Tartaruga começou a tocar uma música não tão rápida e de forma equilibrada, nunca parando pelo caminho, até o fim da partitura.
O contrabaixista Lebre largou desembestado numa música virtuosística, perdeu o tempo da música, trocou o ritmo, tropeçou, embolou as notas, até que parou no meio execução para procurar pelo pianista, que tinha ficado lá no meio do caminho…
Quando voltou a tocar, recomeçou a correr o mais rapidamente que pode, para recuperar o tempo que ele achava ter perdido. 
Mas já era tarde… 
Na hora do resultado, o contrabaixista Lebre soube que o contrabaixista Tartaruga tinha ganhado o concurso e que já estava a descansar confortavelmente sobre os elogios e apupos da banca e do público.
Moral da história:
Devagar, mas com persistência, continuará os estudos contrabaixísticos e a Música, e terá a chance de fazer boas escolhas contrabaixísticas.
Esta fábula contrabaixística é baseada num fato real, que presenciei durante um curso dado pelo grande contrabaixista italiano Franco Petracchi, aqui no Brasil.
Nele, quase todos os contrabaixistas executantes optaram por tocar peças difíceis.
Ao fim do curso, Petracchi comentou que os contrabaixistas deveriam escolher peças adequadas ao seu nível no instrumento, para evitar perda de tempo.

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