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– Então tá, meu filho. Vou quebrar o seu galho.
Ele cai num pranto compulsivo e repentino, deixando a mãe nervosa:
– O que é isso, meu filho? O que aconteceu? Por que você está chorando assim?
Entre lágrimas e melecas, ele balbucia:
– Mamãe quebrou o meu galho! Mamãe quebrou o meu galho!
(meu filho, aos 3 anos)

“Vou deixar meus dentes “amolengadinhos” para a fada dos dentes!”
(minha filha, aos 5 anos)

– Meu filho, você precisa amolecer os dentinhos com a língua, como a tia dos dentes falou!
– Ah, por quê?
– Porque a dentista sabe o que estava pedindo, porque ela estudou muito sobre dentes!
– Diz para ela que ela precisa estudar mais, porque ela não aprendeu direito a lição!
(meus filho, aos 6 anos)

Depois de perceberem que a mãe chora sempre na última frase da oração de São Francisco, além dos pedidos para que ela rezasse com eles se intensificarem, os filhos passam a esperar pelas últimas frases de olho nos olhos da mãe, prontos para abraçá-la e beijá-la.
Nessa noite, durante a última frase a filha começa a chorar também, dá um abraço apertado na mãe e diz aos prantos:
“ Você tá com saudade do São Francisco? Eu também tô!”
(minha filha, aos 5 anos)

– Meu filho, vai fazer xixi, que o seu pintinho tá até duro!
– Eu não entendo esse pintinho!… Tem hora que ele tá duro, ora que não tá… É muito estranho esse pintinho!
(meu filho, aos 5 anos)

Ao passar por uma estátua gigante de São Jorge, a filha grita:
“Mãe, olha lá o “píncipi” com a “lagatixa”!
(minha filha, aos 4 anos)

A mãe coloca o macarrão dominical no prato dos filhos e depois se serve.
“Ah, não! Assim não vale! Você colocou uma montanha no seu prato! Eu quero uma montanha no meu prato também!”
(meu filho, aos 6 anos)

“Você é a melhor mãe que eu jamais tive!”
(meu filho, aos 5 anos)

– Querido, letra “P” de papai, de papagaio, de pipa, de professor…
– Mãe, “p” de pato, de pé…
E a irmã dele, até então quieta e só prestando atenção, interrompe a mãe e cochicha ao seu ouvido:
– “P” de porra, né, mamãe?
(minha filha, aos 4 anos)
– Mamãe, o que acontece com o corpo quando a gente morre?
– O corpo fica na terra e a alma sai, querido…
– E pra onde ela vai?
– Vai conversar com Papai-do-Céu…
– E o que ela vai conversar com ele?
– Cada alma tem a sua conversa com ele, meu filho…
– É… regras de morrer são regras de morrer, né, mamãe?
(meu filho, aos 5 anos)
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