Postagens de outubro, 2011


Data: dias 03 e 04 de novembro de 2011
Horário: veja programação abaixo
Local: Auditorium Tasso Corrêa do IA/UFRGS
Endereço:Rua Senhor dos Passos, 248 – Centro – Porto Alegre/RS
Taxas:
Recital e Palestra: ENTRADA FRANCA
Masterclasses: Executantes: R$ 100,00 – Ouvintes: R$ 30,00
Inscrições para as masterclasses: até terça-feira, 01/11/2011
ATENÇÃO: inscrições feitas após dia 01 de novembro sofrerão um acréscimo de R$ 10,00
a) através de e-mail: copie a ficha de inscrição abaixo, cole em uma nova mensagem e envie para o endereço extmusica@ufrgs.br, colocando no assunto da mensagem “Inscrição Encontro Contrabaixos”
ou
b) no Programa de Extensão do DeMus – UFRGS
Rua Sr. dos Passos, 248 /sala 62 – Centro – Porto Alegre/RS - 
Tel: (51) 3308-4325
VAGAS LIMITADAS PARA EXECUTANTES
Certificados:
Será fornecido certificado de participação somente aos alunos executantes, e atestados para os ouvintes com 75% de frequência no evento.
Informações:
Programa de Extensão do DeMus – UFRGS
Rua Sr. dos Passos, 248/sala 62 – Centro
Porto Alegre/RS – (51) 3308.4325
Programação do dia 03/11/2011, quinta-feira:
9:00 às 9:30 – Abertura oficial
9:30 às 12:30 – Masterclass – Prof. Milton Walter Masciadri
14:00 às 16:00 – Masterclass – Prof. Milton Walter Masciadri
16:30 às 18:30 – Palestra com o Prof. Alexandre Ritter: «Uma colaboração bem sucedida entre compositor e performer», baseada na dissertação: «Franco Petracchi e o Divertimento Concertante per Contrabbasso e Orchestra de Nino Rota: uma colaboração bem sucedida entre compositor e performer», de Alexandre Ritter (UGA/USA – 2010) – ENTRADA FRANCA
20:00 – Recital com o Prof. Milton Walter Masciadri e pianista convidado – ENTRADA FRANCA
Programação do dia 04/11/2011, sexta-feira:
9:00 às 10:30 – Exercícios Técnicos – Prof. Milton Walter Masciadri
11:00 às 12:30 – Masterclass – Prof. Milton Walter Masciadri
14:00 às 16:00 – Masterclass – Prof. Milton Walter Masciadri
Ministrante
MILTON WALTER MASCIADRI: Professor de contrabaixo da University of Georgia, desde 1984. Representa a terceira geração de contrabaixistas da família, que tem as raízes na Itália e no Uruguai. Masciadri nasceu em Montevidéu, onde começou os seus estudos com o seu pai Milton Romay Masciadri. Aos 17 anos, já era contrabaixista da OSPA e aos 19, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Completou o seu Mestrado e Doutorado na Hartt School of Music e State University of New York, respectivamente, trabalhando com os professores Gary Karr, Larry Wolfe e Julius Levine.Completou o seu Mestrado e Doutorado na Hartt School of Music e State University of New York, respectivamente, trabalhando com os professores Gary Karr, Larry Wolfe e Julius Levine.
Dr. Masciadri atua frequentemente em recitais e como solista com orquestras Sinfônicas na Europa, Ásia, América do Norte, América Central e América do Sul. Ele tem ministrado masterclasses em importantes universidades e conservatórios, como a Juilliard School, Manhattan School, Conservatório de Paris, Guildhall School de Londres, Conservatório de Moscow, UNIRIO e Conservatório de Buenos Aires, entre outros. Apresentou-se em grandes teatros como Colón (Argentina), La Fênice (Itália), Lincoln Center e Carnegie Hall (New York) e Municipal de São Paulo, entre outros. Masciadri leciona em diversos festivais internacionais na Europa, Estados Unidos e América do Sul, onde tem disseminado, guiado e encorajado contrabaixistas que hoje fazem parte de muitas das mais reconhecidas orquestras e instituições de ensino. As suas gravações de solista têm sido distribuídas no mundo inteiro, e os CDs “Romanza” e “Miniatures de Europa” já estão na quinta edição, sendo que o segundo está completamente esgotado. Masciadri tem gravado pelos selos DMR, ACA, Sinfônica e Fondazione.
O entusismo de Masciadri em aumentar o repertório dos contrabaixistas o tem levado a publicar e fazer a premiére de muitos trabalhos de compositores Americanos e Sul-Americanos, incluindo trabalhos comissionados por ele para instituições como a UNESCO, bem como fazendo contribuições dele próprio com transcrições e arranjos.
Masciadri é Acadêmico da Academia Philarmonica de Bologna, a instituição musical mais antiga da Europa, da qual músicos como Mozart, Rossini e Wagner foram membros. Desde 1998, Masciadri é o único contrabaixista designado “artista para a paz” pela UNESCO e, em 2009, recebeu o prestigioso titulo de Professor Universitário Distinto da University of Georgia, título este não conferido a um professor nas artes em 62 anos. Recebeu a medalha de Honra ao Mérito conferido pela UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) pelos serviços prestados no Brasil e, em 2011, recebeu a prestigiosa nomeação para a ordem dos Cavaleiros de São Marco, em Veneza na Itália.
Masciadri tem recebido excelentes críticas pela qualidade do seu som, virtuosismo e expressividade, fazendo dele um dos contrabaixistas mais reconhecidos pela qualidade da sua produção musical.
Coordenação, Direção Artística e Palestrante
ALEXANDRE RITTER: O contrabaixista brasileiro Alexandre Ritter é professor de contrabaixo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul UFRGS (Porto Alegre/RS) desde 2000. Alexandre recebeu ambos os títulos de Doutor (DMA) e Bacharel (BMA) em Performance pela The University of Georgia – UGA (EUA), sob a orientação do Prof. Milton Walter Masciadri. Sua formação musical e acadêmica também inclui um ano de mestrado em Performance de Contrabaixo na University of British Columbia (Canadá), sob a orientação do Prof. Kenneth Friedman. No Brasil, Alexandre teve sua primeira orientação no contrabaixo com o Prof. Antônio Guaracy Guimarães na Fundação Municipal de Artes de Montenegro, e logo após estudou com o Prof. Milton Romay Masciadri na Escola de Música da OSPA.
Grande influência em sua carreira tem sido o famoso contrabaixista e virtuoso Franco Petracchi, com quem teve a oportunidade de estudar na Itália, na renomada Academia Musicale Chiggiana, em Siena, e no Campus Internazionale di Musica, em Sermoneta. Em Maio de 2010, sob orientação do Prof. David Haas (UGA), Alexandre completou extensiva pesquisa e dissertação de doutorado sobre o Divertimento Concertante de Nino Rota em colaboração direta com o Maestro Petracchi, em homenagem ao qual a peça foi escrita em 1973.
Alexandre já participou de vários festivais de música, tendo a oportunidade de estudar com alguns dos melhores contrabaixistas do mundo, como Franco Petracchi, Joel Quarrington, Edwin Barker, Gary Karr e François Rabbath. Sua extensa experiência como músico de orquestra inclui a participação em orquestras na América do Norte e na América do Sul, incluindo as Sinfônicas de Savannah, Charleston, Greenville e Augusta, nos EUA, bem como as Sinfônicas de Porto Alegre e Paraná, no Brasil. Seu trabalho como músico sinfônico, camerista e solista o tem levado a tocar na Alemanha, Argentina, Brasil, Canadá, Costa Rica, França, Itália e EUA.
Além das carreiras de execução contrabaixística e do ensino, Alexandre pretende fomentar e difundir novo repertório camerístico e solístico de música clássica para contrabaixo, através de recitais e concertos no âmbito nacional Brasileiro.
Coordenação e Direção Artística do III Encontro Internacional de Contrabaixistas:
Alexandre Ritter
Comissão Organizadora:
Alexandre Ritter, Hella Frank, Walter Schinke, Luciano Dal Molin e Eder Kinappe
Monitores:
Guilherme Espíndula e Luiza Prohman


Esta notícia foi postada há algum tempo no site do luthier paulista Paulo Gomes, http://www.paulogomes.com.br.

Nela, ele narra a história de um contrabaixo que achou num lixo.
Como esta é uma história contrabaixística incrível, penso que precisa ficar registrada também aqui no nosso blog.

“Em julho de 2009 estavamos indo eu, minha mulher Edna e nosso filho Artur ver uma exposição de cerâmicas na rua 19 em Manhattan, NY quando nos deparamos com a cena abaixo:

Um contrabaixo jogado numa caçamba de lixo!!!

Imediatamente subí na caçamba e dei uma boa olhada no instrumento (um John Juzek feito na Alemanha nos anos 1960) que, apesar de não ter braço, estava em boas condições.
Não havia nenhuma rachadura na região da alma, nem no tampo nem no fundo.
Procurei pelo braço mas não encontrei.
Talvez seja esse o motivo de o instrumento ter sido jogado fora.
O que será que aconteceu com esse baixo antes desse dia? 

Seguimos com o instrumento pelas ruas de Manhattan até o apartamento na rua 24.
Algumas pessoas que passavam até tiraram fotos e riram.

 

Assim que cheguei no apartamento eu já tinha na cabeça tudo que faria com o instrumento.
Este seria o meu contrabaixo pois, além de excelente material, ele tinha uma história.
E uma história incrível!
Já estava decidido a montar o baixo com 5 cordas, usando um Dó agudo e barço regulável.

Como o baixo não tinha braço eu comprei um braço Juzek original e montei usando meu sistema de braço regulável (veja página no site).
Esse sistema tem funcionamento perfeito e ninguém diz que há qualquer coisa diferente no instrumento.
É praticamente invisível.
Após cerca de 3 meses de restauração (a qual incluiu novo verniz) o contrabaixo ficou pronto e além de muito bonito tem sonoridade excepcional.

Detalhes do tampo contrabaixo e do acabamento da ponta do espelho e do estandarte.

Desde então esse é o meu baixo e com ele venho tocando.
Na foto acima estou tocando nesse contrabaixo numa apresentação de jazz em São Paulo.

Acho que eu tive muita sorte em achar esse magnífico instrumento no lixo mas, como disse meu amigo Caio Martins, o baixo teve muita sorte também pois quais eram as chances de ele ser encontrado por um luthier e ainda especializado em contrabaixos ? Além disso. alguma pessoa poderia ter pego o baixo antes apenas para usar como decoração por ser uma peça “legal”.
Realmente foi muita sorte dos dois lados e eu estou muito feliz com meu “novo” baixo.
O que será que pensaria o cara que jogou fora esse baixo se o visse assim lindo e tocando com essa soronidade potente e maravilhosa?”

Notícia postada no site http://www.bemparana.com.br

A Orquestra Filarmônica da UFPR e o Coro Collegium Cantorum, com o tema “Música Brasileira para Coro Feminino e Orquestra” e regência de Márcio Steuernagel, farão um programa especialmente dedicado aos compositores brasileiros.

O repertório abrangerá desde o romantismo wagneriano de Leopoldo Miguéz, passando por obras mais intimistas do início do século XX, além de estrear o concerto para contrabaixo, coro feminino e orquestra, “El Espiritù de Reynogüelén”, de Harry Crowl, também diretor artístico da apresentação.

Também integram a programação as obras “Invocação à Arte”, de Henrique Oswald; “Contemplação”, de Brasílio Itiberê II; “Criança”, de Bento Mossurunga e  “As Uyáras”, de Alberto Nepomuceno. O concerto conta com a participação do contrabaixista chileno Pablo Guiñez, da Camerata Antiqua de Curitiba.

Data: 27 de outubro de 2011 (quinta-feira)

Horário: 20h
Local: Teatro da Reitoria
Endereço: Rua XV de Novembro, 1299 – Centro
Entrada franca

Notícia postada no site http://www.pcarp.usp.br

O Circuito Musical USP Ribeirão apresentará em sua série Terças Musicais o duo de contrabaixo e piano formado em 2011 pelo contrabaixista e compositor João Svidzinszki e pelo pianista Dario Rodrigues.

Data: 25/10/2011, 3ª feira
Horário: 13h
Local: Sala de Concertos da Tulha/DM/FFCLRP/USP
Endereço: Prédio do Departamento de Música, no Campus da USP de Ribeirão Preto
Acesso: contornando a piscina do CEFER
No repertório, obras de J.S. Bach, S. Koussevitszky, Paul Hindemith, Serge Lancen e do próprio João Svidzinski, contemplando assim uma amostra eclética de estilos que vai desde o período barroco, romântico, passando pelo moderno e as fortes influências do jazz, e adentrando nas tendências da música eletroacústica.
Acabo de achar este ótimo texto sobre o grande contrabaixista americano Ron Carter, no blog http://www.carloscalado.com.br, escrito por Carlos Calado e postado no dia 15/10/2011.
“Não é apenas nas capas de discos que ele, sempre muito bem vestido, costuma exibir sua classe e sobriedade. Basta ouvir Ron Carter dedilhar seu baixo acústico, em palcos pelo mundo afora ou em milhares de gravações que já fez ao longo de cinco décadas de carreira profissional, para se perceber porque o nome desse conceituado jazzista americano, hoje com 74 anos, tornou-se praticamente uma marca de elegância e competência musical.
Isso explica o fato de tantos produtores, cantores e grupos de outros gêneros musicais – do soul de Roberta Flack ao rock do Jefferson Airplane, da bossa nova de Tom Jobim ao hip hop da banda A Tribe Called Quest – terem convocado Carter para gravar seus discos. Desde suas primeiras sessões de estúdio, no fim da década de 1950, o músico já participou de mais de duas mil gravações – números que o inserem entre os contrabaixistas mais onipresentes na história da indústria musical.
“Às vezes eu me surpreendo com o fato de artistas e bandas famosas saberem que eu ainda estou vivo”, diz ele, com um bem humorado toque de humildade. “Toda vez que músicos como Paul Simon ou Aretha Franklin me chamam para participar de seus projetos, eu me sinto muito agradecido. É ótimo saber que James Brown ou a banda Kiss, para a qual gravei com um naipe de cordas, pensaram que eu poderia contribuir para que seus projetos musicais fossem bem sucedidos.”
Nem é preciso perguntar a ele de quais gravações ou projetos mais se orgulha. Em qualquer lista confiável de obras-primas do jazz não podem faltar álbuns como “My Funny Valentine” (1964), “E.S.P.” (1965), “Miles Smiles” (1966) ou “Nefertiti” (1967), que Carter gravou durante os cinco anos em que tocou com o trompetista Miles Davis (1926-1991). É justamente para homenagear seu ex-parceiro, morto 20 anos atrás, que ele fará uma breve temporada de shows em São Paulo, de 21 a 23 deste mês, no teatro do Sesc Pinheiros.
“Sabíamos que estávamos criando algo diferente do que todos os outros músicos faziam naquele momento, mas ainda não tínhamos ideia do nível (de qualidade) daquela música”, diz Carter, referindo-se ao cultuado quinteto de Davis, que entre 1963 e 1968 incluiu também o saxofonista Wayne Shorter, o pianista Herbie Hancock e o baterista Tony Williams. Esse grupo é considerado até hoje um dos mais inventivos na história desse gênero musical. (veja o video abaixo)
Como se sabe, o inquieto Davis não era uma pessoa muito fácil de lidar, mas o temperamento sensato e tranquilo de Carter contribuiu para que fosse escolhido pelo trompetista como seu interlocutor favorito no grupo. “Jamais tive algum tipo de problema com Miles, que sempre foi um bom amigo. Eu adorava tocar com ele e, com certeza, todos sentiam um enorme prazer em tocar naquele quinteto”, elogia o contrabaixista, referindo-se ao ex-parceiro como um mestre.
“Tivemos muita sorte ao sermos escolhidos para tocar com um músico tão especial. Miles foi capaz de perceber que poderíamos levar sua música na direção que ele desejasse”, comenta Carter, destacando o sentido de aventura que o líder imprimia às improvisações do quinteto. “Simplesmente nos encontrávamos para tocar, todas as noites, sem saber ao certo que caminho aquela música tomaria. Tocar com Miles foi um dos grandes prazeres de minha carreira.”
No entanto, quase ao fim da década de 1960, num cenário em que o jazz passou a perder espaço para o rock e a música pop, Miles pressentiu que chegara o momento de mudar mais uma vez, de assumir novos riscos. Quando decidiu enfrentar os concorrentes com suas próprias armas, aderindo à eletrificação das guitarras e dos teclados, tornou-se um dos pioneiros na criação de uma híbrida vertente do jazz, que veio a ser conhecida como jazz-rock ou, simplesmente, “fusion”.
Os parceiros do trompetista não pensaram duas vezes antes de segui-lo, exceto Carter, que preferiu deixar o grupo. “Aquele tipo de música não me interessava. Não havia nela algo que eu sentisse que poderia contribuir para eu me tornar um músico melhor”, diz. “Em segundo lugar, a banda de Miles estava viajando muito e, depois de passar cinco anos na estrada, achei que já estava na hora de ficar mais em casa, para ver meus filhos crescerem. Além disso, já havia muitas sessões de gravação em Nova York, onde eu teria a chance de ganhar a vida, ficando ao lado de minha família.”
Elogiados álbuns como “Uptown Conversation” (1969) e “All Blues” (1973) marcaram os primeiros anos da carreira individual de Carter, que desde então tocou e gravou com quase todos os grandes músicos da cena do jazz. Também pôde se dedicar mais à música clássica, que orientou sua formação na Eastman School of Music – conceituado conservatório de Rochester, no Estado de Nova York. Vale lembrar, aliás, que seu primeiro instrumento foi o cello, o qual ainda toca às vezes. Diferentemente da maioria dos baixistas, que se limitam a marcar o ritmo com notas básicas, ele é um solista criativo, que usa esse instrumento para improvisar.
Carter, que tem se apresentado no Brasil com relativa frequência durante as últimas décadas, vai tocar desta vez com o Foursight, quarteto que destaca a talentosa pianista Renée Rosnes, além do baterista Payton Crossley, que o acompanha desde a década de 90, e do percussionista Rolando Morales-Matos. O repertório será centrado em seu álbum “Dear Miles” (2007), que inclui standards da canção americana, como “My Funny Valentine” e “Bye Bye Blackbird”, cujas interpretações de Miles Davis, nas décadas de 1950 e 1960, tornaram-se clássicas.
Apreciador da música brasileira, à qual dedicou o álbum “Orfeu” (1999), além das gravações que já fez com Tom Jobim, Astrud Gilberto, Hermeto Pascoal, Flora Purim, Guilherme Vergueiro e Rosa Passos, entre outros, Carter diz que está sempre aberto a ideias que o envolvam novamente com os ritmos brasileiros. “Se alguém do Brasil ligar para mim agora, querendo que eu contribua com seu projeto, ficarei muito feliz se puder participar.”
Cada músico tem uma definição pessoal para o jazz e Carter não foge à norma. “Essa é a música que eu sempre quis tocar. O jazz permitiu que eu pudesse participar de muitos trabalhos, nesses anos todos, tocando com pessoas das quais acabei me tornando amigo. É um privilégio poder tocar boa música todas as noites”, conclui o elegante mestre do contrabaixo.
(texto publicado no caderno Eu & Fim de Semana, do “Valor Econômico, em 14/10/2011)”
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=QKEfyXPt91U]

Um auto-parabéns para o Blog da Voila Marques, que está completando 5 meses de vida, e um obrigada aos olhinhos contrabaixísticos e não-contrabaixísticos de todos vocês!

Aqui vão os números:
191 postagens contrabaixísticas e 41 não-contrabaixísticas;
Mais de 4 mil visitas e quase 10 mil visualizações de páginas (desde que foi colocado o 1º contador);
Visualizações de 25 países e de 377 cidades;
12 comentários.

E parafaseando o grande escritor português Fernando Pessoa, tudo vale a pena, quando a alma não é pequena … e adora os graves!…

 Notícia postada no site http://www.casadamusica.com

Audições em curso para contrabaixo tutti e violoncelo tutti.

Contrabaixo Tutti

Contrato temporário: até julho 2012
Terça, 15 de novembro de 2011, às 10h

Programa
Durante uma prova única, os candidatos apresentarão:
· uma obra à escolha do candidato, com ou sem acompanhamento de piano*, de duração não superior a 6 minutos;
· alguns excertos** de repertório da Orquestra para esta temporada, incluindo um excerto com uso de um contrabaixo de 5 cordas;
*a Fundação Casa da Música não fornece pianista.
** a lista pormenorizada e completa destes excertos será publicada brevemente no site da Casa da Música.
Data/hora limite para recepção de candidaturas:
sexta-feira, 11 de novembro de 2011, até às 17h
(devendo ser indicada a obra à escolha)
A candidatura (com CV) a ser enviada por correio ou e-mail, deverá ser recebida até à data/hora mencionada para o seguinte endereço:
Orquestra Sinfónica do Porto
Casa da Música (Audições)
Fundação Casa da Música
Avenida da Boavista 604-610
4149-071 Porto | Portugal
tel: +351 220 120 200
PDF do concurso: clique aqui

Notícia postada no blog http://garimpandobeleza.blogger.com.br, com os créditos para o site http://www.movimento.com e escrito por Edson Tadeu Ortolan.

“Maestro – Sujeito magro, porte austero. Veste-se muito bem, adoraria usar roupas mais confortáveis, mas a imagem não permite. Oculos é obrigatório. Careca (ou quase). Um cara normalmente chato, aquele que só é convidado para o “choppinho de depois do concerto” por obrigação. Olha a todos de cima, mas adoraria ser popular. Suas piadas não têm graça nenhuma, mas todos riem. Em suma, é o idolo do violinista, mas, no fundo no fundo, admira o trompetista. Carro preto ou prateado do ano.
Oboísta – Todo oboísta queria ser maestro, mas a timidez o impede. Sempre muito reservado,necessita ter tudo sob controle. Perfeccionista por natureza. Dedos finos e cabelo sempre bem alinhado. Fica sempre meia hora depois do ensaio, limpando o instrumento. Vai à manicure, mas é segredo! Seu momento de glória é dar o Lá para afinar a orquestra.
Violinista – Alto, sempre com um pinta de importante. Adoraria ser maestro, mas acha uma posição muito inferior ao seu talento. Considera-se o mais importante da orquestra e tudo que diz reforça essa tese. Antes do ensaio, toca sempre partes do concerto de Brahms, para impressionar os outros violinistas. Quando o maestro chama a atenção de outro naipe, o violinista sempre dá um sorriso sarcástico, quase imperceptível. Sai de cada ensaio com o orgulho de “dever cumprido” e vai para casa – um apartamento minúsculo – onde uma foto da mãe está acima do espelho gigante na sala.
Violoncelista – É um cara legal. Um amigo para toda hora, mas muito fofoqueiro. Sabe da vida de todos da orquestra. Adora tocar solos de violino nos harmonicos só para irritar os violinistas. Loiro, o cellista é mais charmoso do que bonito. Acha-se um privilegiado por não ter que levantar no final do concerto e é vaidoso.
Contrabaixista – Baixinho e temperamental. Escolheu o contrabaixo para “impor respeito”, mas o tiro saiu pela culatra. Estuda somente nos ensaios, a não ser que tenha que tocar uma peça barroca, onde é o único a tocar o baixo. Acha-se importante por sustentar toda a orquestra, mas na verdade sabe que ninguém o ouve. Sempre com camisa branca e cabelo curto. Toca baixo elétrico secretamente.
Pianista solista – Cabelo preto e curto. Sempre ocupado porque precisa “estudar”. Nunca vai a festas, e, quando aparece, vem sozinho e sai mais cedo. Quando olhamos em seus olhos, nunca sabemos o que está se passando pela sua cabeça. Tem um papo agradável, mas é um alienado em relação a assuntos extra-musicais. Adora comparar gravações de outros pianistas. Tem sempre uma ou duas cantoras apaixonadas por ele, mas está sempre muito ocupado para relacionamentos. Admirado pelos violinistas, acha tocar música de câmara uma perda de tempo. 

Autor: Edson Tadeu Ortolan – em 13/3/2005″

Em 47 anos de carreira, Osmar Milito é um dos mais renomados pianistas brasileiros, tendo acompanhado artistas como Edison Machado, Paulo Moura e Vinícius de Moraes. 
Junto com o talentoso e charmoso contrabaixista Augusto Mattoso e com o baterista Xande Figueiredo, o Osmar Milito Trio reviverá a temporada de 10 anos de sucesso no Mistura Fina da Lagoa. 
O trio interpretará standards da bossa nova e do jazz, como Sonho de Maria, Killer Joe e Nature Boy, e o espetáculo estará repleto dos sucessos que fizeram do Mistura Fina a casa mais concorrida do Rio de Janeiro.

Osmar Milito – piano
Augusto Mattosocontrabaixo
Xande Figueiredo – bateria

Data: 22/10/2011 – sábado

Horário: 21h à 1h
Local: TribOz – Centro Cultural Brasil-Austrália
www.triboz-rio.com
Endereço: Rua Conde de Lages, 19 – Off-Lapa
Estacionamento rotativo na Rua Conde de Lages, 44 (R$ 5,00)
Couvert artístico: R$ 20,00
Abertura da casa: 20h 
Informações e reservas: (21) 2210 0366 – 9291 5942

Aí vai um pouco da arte do Trio para vocês ouvirem:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=-RYiNrW7eR4]
A double bassist carved on 18th century Alsatian buffet.
A história do contrabaixista do vídeo que vocês vão ver é prá lá de interessante, e nos mostra que contos de fadas modernos podem existir, desde que com muito estudo e dedicação, aliados àquela pitada de sorte, imprescindível em todos os contos de final feliz…
No nosso conto de fadas contrabaixístico, o humilde camponês vai tocar contrabaixo num rico palácio, e seu talento é reconhecido por um rei muito famoso, que o convida para aperfeiçoar a sua arte contrabaixística em suas terras. Com isso, ele termina virando um príncipe do contrabaixo e ganha uma carta mágica com poderes de fazê-lo viajar pelo mundo com a sua arte e ser feliz para sempre, e fazer muitas pessoas felizes com isso…

Licença Creative Commons
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Com vocês, o príncipe contrabaixista, Adriano Costa Chaves:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=T9NnTurBlUU]
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